Há 127 anos em Uberaba…
O jornal faz as contas do novo imposto territorial e acusa o governo de Minas de pesar sobre o pequeno lavrador
A primeira página trazia a quinta parte de uma série contra o imposto territorial que o presidente do Estado, Silviano Brandão, havia proposto na sua Mensagem. O alvo eram as "célebres tabelas A e C", que segundo o jornal eram um engenhoso plano para "bater dinheiro".
Graças a um engenheiro da cidade, o Dr. Rufino Eades, a redação pôde expor no seu escritório uma planta da faixa de 60 quilômetros à margem das estradas de ferro. Pela planta, a área somava 206.900 km², ou 4.274.793 alqueires de 10.000 braças quadradas. A arrecadação prevista ficaria em 7.259.739$474, uma média de 1$698 por alqueire de 10.000 braças quadradas (80 litros), ou $849 pelo alqueire de 5.000 braças quadradas (40 litros).
O artigo argumentava que as taxas diminuíam à medida que a área da propriedade aumentava. Assim, o grande fazendeiro era favorecido e o peso maior caía sobre o pequeno proprietário.
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Fonte: Lavoura e Commercio, edição de 10/08/1899, p. 1.