Há 127 anos em Uberaba…
Em Araguari, um lampião caseiro a gás acetileno promete baratear a iluminação
O major Ernesto Penna, fazendeiro do município, escreveu ao jornal contando o que viu em Araguari: um aparelho de iluminação a gás acetileno fabricado lá mesmo. Ele descreveu um lampião de mesa simples, com um recipiente para produzir o gás e um tubinho para conduzi-lo. A invenção ainda era rudimentar, mas mostrava que a ideia podia ser melhorada pelos industriais da região.
O autor da carta reconhecia que um gás inflamável tinha seus perigos, mas dizia que o querosene era pior: vinha acompanhado de desastres, era sempre infecto e caro e dava uma luz péssima. Se o Brasil passasse a fabricar o carbureto de cálcio, a matéria-prima do acetileno, a conta de iluminação poderia cair uns 70%.
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Fonte: Lavoura e Commercio, edição de 10/08/1899, p. 3.